Archive for the ‘Amor’ Category

Esses dias escrevi num post no facebook: “Quando paramos de procurar pela felicidade, a vida se encarrega de nos mostrar onde se esconde a esperança.”

É muito curioso porque só quando começamos a desistir e a pensar que nada mais importa, que a vida vai continuar monótona, sem tempero, sem balanço… o baile recomeça, e parece que ainda não estamos prontos pra dançar novamente.

As luzes cantarolam, o falar ganha cores, o ouvir destila sabores e odores, tudo parece arrepiar, inebriar, sonhar…

É maravilhoso e ao mesmo tempo assustador porque, invariavelmente, lembramos do que não deu certo, do que falhamos. Sim, ‘falhamos’ porque o que não deu certo também é nossa falha.

Mas isso já não importa. O tempo levou para debaixo das pedras do esquecimento todas as mágoas do passado, e com elas todos os meus temores. Sim, já estou pronto. Estou tremendo de medo, mas estou pronto. Preciso estar pronto, porque meu tempo é tão curto e tão precioso, que qualquer chance que eu tenha de ser feliz vale o risco.

A esperança acena com a bandeira da ternura e eu, já entorpecido, aceno de volta com um sonho, um desejo singelo e plácido. Aqui estou felicidade, esperando-te de braços abertos, alma lavada e mente livre. Vem!

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Pensei muito no que iria escrever esse ano como mensagem de Natal e confesso que muita coisa passou pela minha cabeça. Postar um vídeo de música natalina cantada pelos Carpenters, David Bowie, Bing Crosby, Elvis Presley… tanta gente gravou música de natal, postar um texto de algum escritor, uma imagem… Mas daí, pensei: 2016 foi um ano importante pra mim. Um ano de decisões difíceis, de recomeços, de alegrias e tristezas. Foi um ano que, decididamente, me mudou como pessoa.

Cresci muito nesse ano. Desconstruí conceitos, idéias e identifiquei meus preconceitos. Me reconstruí por dentro e por fora, me fortaleci, ampliei meus repertórios, meus pensamentos, meus valores, minhas crenças. Nada foi fácil, mas cheguei ao final do ano vivo e querendo viver mais, algo que algum tempo atrás me era difícil querer. Por muitos anos me considerei um perdedor, alguém que não tinha ousado ser, estar, fazer. Não me permiti muitas coisas durante muito tempo, mas entendi e aceitei que já não era mais possível deixar de lado o que eu sentia no meu íntimo, não poderia mais suportar não tentar ser feliz novamente.

Quem me conhece sabe que sou Cristão, mas não sou católico nem evangélico. Não pratico uma religião, tenho apenas a fé. Uma fé me diz que se Ele morreu por mim numa cruz, não foi para que eu desistisse no meio do caminho. E acredito que em cada religião existente no mundo, há um messias, um profeta, um ser iluminado que ensinou os mesmos preceitos nos quais acredito: respeito, amor, compaixão, empatia, liberdade, igualdade.

Então, minha mensagem para todos os amigos de tantas mídias e redes sociais que participo é: ouse, acredite, permita-se, seja, faça, aconteça, viva! Eu acredito em você. Acredite também.

Para quem é de Natal e também para quem não é, que esse momento seja iluminado de esperança, de paz, de solidariedade, de alegria, de amor. E que 2017 traga tudo o que você buscar e tudo no que acreditar.

Abraço em tod@s.

 

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Metade de mim é paixão, a outra metade solidão.
Metade de mim é amanhecer, a outra metade anoitecer.
Metade de mim é quase nada, a outra metade é mais que tudo.
Metade de mim tem sede, a outra metade se farta em lágrimas.
Metade de mim quer viver plenamente, a outra metade se esconder de repente.
Metade de mim é apenas metade, a outra metade o todo inteiro.
E cada metade de mim se completa e se alterna no oposto perfeito de sua complexidade.
Porque metade de mim quer amar sem limites e a outra metade quer ser amado sem pudores.

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O mestre perguntou ao discípulo:
– O que acontece contigo? Estás desatento, rindo à toa e inquieto. Acaso estás bêbado?
Ao que o discípulo responde:
– Estou amando mestre.
O outro retruca:
– Amor não é isso. Isso é paixão. Só volte aqui quando sentir uma dor profunda, não antes disso.
Passam-se dias e um ano e meio se completam até que o discípulo retorne:
– Mestre, estou de volta porque a dor é grande em meu peito.
E o mestre:
– Perdeste a quem ama?
– Não. Ainda estamos juntos, mas quando não estamos a dor é imensa. E a simples possibilidade de perda me deixa desnorteado e triste.
O mestre:
– Ainda sim o que sentes é a paixão, mas já está mais calma porque o amor está tomando conta. E essa dor se chama saudade. Só volte quando a dor passar por completo.
Passam-se 10 anos até que o mestre é visitado por outro mestre, antes discípulo.
– Mestre, estavas certo. A dor se calou em meu peito e veio a serenidade. Tudo é calmo e plácido. Penso que isso é o amor, não é?
Ao que o mestre responde:
– O amor é tudo que passaste ao lado de quem repartiste este sentimento nesta vida. Pode ser um amor de amigo, um amor de mãe ou pai, um amor de filho, um amor de cônjuge. A paixão também é amor, mas é impetuosa e perversa, quer tudo pra si. Já o amor é liberdade, é paz, é felicidade. E mesmo a saudade, no amor é confiança e esperança de rever a quem amamos.
Intrigado, o discípulo pergunta ao mestre:
– Mas porque sentir tanta dor logo de início se o amor é tão calmo e simples e belo? Não compreendo.
E o mestre:
– Porque sem a dor não irias notar o amadurecimento desse sentimento. Sem a dor, poderias achar que aquele sentimento era algo normal, comum; enquanto que o amor verdadeiro é algo extraordinário, divino e único. Quem nunca se permitiu sentir essa dor, nunca amou realmente.

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