Archive for the ‘Artes’ Category

Domingo frio e chuvoso. Um dia para se ficar em casa, mas como ficar se há um show de Jane Duboc no Teatro Décio de Almeida Prado. Um pequeno, mas bem aparelhado e limpo teatro de escola. Ainda bem que ainda existe cultura sendo preservada e mantida.

Mas voltemos ao assunto. Assistir Jane Duboc ao vivo é lembrar de cada fase da minha vida, recordar os amigos que se foram tão cedo, reviver viagens, sonhos, anseios… a certeza de uma vida plenamente vivida. E um show dela jamais decepciona. Ao contrário, ela nos encanta com seu sorriso, sua voz e sua simplicidade.

Jane Duboc Jane Duboc Jefferson Lescovich

Conheci o trabalho da Jane em 1980 durante o Festival MPB Shell com a música Saudade. Depois, vieram muitas outras canções inesquecíveis, marcantes e fortes, porém delicadas como pétalas de flor: Manoel, o audaz; Languidez; Menino; Eu no sol; Mansidão, As criaturas da noite;  Canção da espera, Auto-retrato… só para citar algumas. Ouvir aquela voz aquece a alma. E naquela noite fria foi o que aconteceu, todos fomos aquecidos por uma voz companheira, meiga, suave, serena…

Para os que não conhecem seu trabalho deixo abaixo o link para um pout-pourri onde selecionei alguns trechos das músicas que ela apresentou ao lado do contrabaixista Jefferson Lescovich.

Mais uma vez essa paraense mostra toda a beleza da nossa música, nossa verdadeira música popular: com letra, melodia e ritmo; e acima de tudo com muita paixão pela canção.

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PartidaPrenúncioReminiscências
SolidãoMágoaLampejo

Esquecimento, um ensaio no Flickr.

Há momentos que precisamos nos sentir únicos, sozinhos, inteiros… sem que nada nem ninguém nos ofereça abrigo ou perigo, amor ou ingratidão, o riso ou a lágrima…

Há momentos que a alma se cansa, se perde entre luzes e sombras, se reencontra e sucumbe ao cansaço da vida. Uma miséria da alma, consumida pelos anos, esquecida pelas perdas…

Partir… retomar o caminho e seguir até que a última luz seja generosa e inunde com a verdade o vazio que se fez da morte.

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Acabo de voltar do cinema e sinto a compulsão de escrever algo, como que retomando minha proposta de alimentar este blog.

O filme em questão foi Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2. Para quem não leu nenhum dos livros e começou a curtir o pequeno bruxo já no quarto filme da franquia, ficou um gostinho de quero mais.

A quantidade de informação só revelada no último momento me lembrou das novelas de Janete Clair da década de 70, cuja maestria em esconder as cartas da trama era ímpar.

Ao mesmo tempo que gostei do final, me questiono se foi o mais adequado à saga. A exemplo do Senhor dos Anéis, envolver-se com o mal tem um preço, muitas vezes alto demais.

Se vale a pena assistir? Sim, vale. Em especial pela mensagem deixada nas entrelinhas, talvez mais claras e completas aos que leram os sete volumes sem esmorecer.

Quem sabe um dia eu tenha o tempo necessário para me dedicar novamente aos encantos da literatura, mas no momento me contento com uma tonelada de informação visual e auditiva sendo despejada nessa experiência mágica que somente o cinema pode proporcionar.

No final, esta é a magia. Eu sempre entrarei no enredo, me identificarei com um ou outro personagem, mesmo sabendo tratar-se da ficção mais improvável. Fugirei de minha patética vida humana e ousarei sonhar acordado por pouco mais de duas horas… Até me ouço: -Não, eu não sou um trouxa!

Voltando pra casa lembrei-me que meus dois melhores amigos e companheiros de balada, cinema e teatro se foram aos 40 e poucos anos, sem ver a conclusão de Guerra nas Estrelas, ou a trilogia Senhor dos Anéis e, ultimamente, sem conhecer este mundo mágico de Harry Potter.

Queria que estivessem aqui para saber o que acharam, ouvir algum comentário ácido, uma imitação, um ponto de vista diferente, rir e chorar. Enfim, interagir.

Acho que assim como os personagens de Harry Potter eu também envelheci, e muito, muito rapidamente…

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Entre os dias 05 e 06 de fevereiro participei do Workshop “Como fotografar em estúdio”, concebido e desenvolvido pela iStockPhoto e realizado no Museu da Imagem e do Som, com apoio do governo do Estado de São Paulo.

No primeiro dia a tutoria ficou a cargo do fotógrafo russo Alexey Ivanov com apoio de sua esposa e também fotógrafa Julia Ivanova. Ambos são sócio-fundadores da Studioxil.Photography e são artistas exclusivos da iStockPhoto.

Alexey Ivanov (tutor), Dandara (modelo) e participantes no primeiro dia do iStockalypse SP.

Como o conhecimento sobre iluminação de estúdio dos participantes era muito irregular, Alexey repassou vários conceitos básicos, como a relação entre a distância da fonte de luz do objeto fotografado e o tipo e qualidade de sombra gerado. Também comentou sobre os tipos mais comuns – e básicos – de iluminação, considerando uma luz principal a 45° do objeto fotografado, uma luz de preenchimento com metade da potência da luz principal e uma luz de fundo com foco bem definido e suave para eliminação da sombra remanescente e produção de um efeito ‘vinheta’.

Dandara (modelo) e participantes no primeiro dia do iStockalypse SP.

iStockalypse SP - Modelo: Dandara

iStockalypse SP - Modelo: Dandara

No segundo dia a tutoria foi de Andrew J. Rich e Victoria Alexandrova que abordaram a questão de luz mista (de estúdio e natural) e a montagem de um ambiente temático para compor a cena junto com a modelo, que no caso era uma criança.

iStockalypse SP - Modelo: Maria Luiza

iStockalypse SP - Modelo: Maria Luiza

A modelo mirim Maria Luiza esbanjou muita tranquilidade e simpatia enquanto nos revezávamos com o flash remoto. Andrew, por sua vez, aproveitou para comentar que com crianças é necessário cuidado redobrado para que não se cansem e fiquem aborrecidas. A criança tem uma naturalidade que deve ser explorada, senão fica muito forçado.

Durante o dia, cada participante podia compor uma mesa com a temática festa, estudo, brincadeira ou desenho, utlizando balões, giz e lápis coloridos, além de outros acessórios como cadernos, língua de sogra, flores etc.

Permeando tudo isso, o iStockalypse São Paulo – nome dado pela iStockPhoto a estes workshops internacionais – divulgou o iStockPhoto como um dos veículos mais rentáveis para comercialização de fotos, bastando que o fotógrafo se cadastre no site e submeta 3 (três) fotos suas para avaliação.

Veja mais fotos do evento na galeria iStock/MIS Workshop do Flickr.

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Hoje pela manhã, no último dia de 2010, uma notícia me deixou bastante abalado. O último rolo de Kodachrome será revelado hoje na cidade americana de Parsons, Kansas, na Dwayne’s Photo, uma das últimas empresas reveladoras de filmes.

Segundo a matéria, cuja íntegra pode ser conferida aqui, a última máquina de revelação do Kodachrome será desligada hoje e vendida como sucata.

Muitas pessoas hoje desconhecem a lenda que é o Kodachrome, mas fazendo uma busca no Google Images por Kodachrome há uma gama de fotos, entre elas algumas até icônicas.

Eu mesmo usei o Kodachrome diversas vezes e as cores eram realmente o ponto alto do filme, seja em sensibilidade baixa ou média.

A própria Kodak criou uma galeria ‘tributo’ onde três fotógrafos profissionais postaram fotos feitas com o Kodachrome e que valem a pena ser vistas.

Selecionei algumas imagens de diversas épocas que encontrei na internet. Para ver o site original onde foi postado clique na imagem.

Descanse em paz Kodachrome.

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Em 05 de dezembro acompanhei diversos fotógrafos paulistanos de vários grupos do Flickr num encontro com os membros do Fotoclube Amigos de Santos para conhecer e fotografar o centro histórico de Santos, compreendendo a Prefeitura, a Bolsa de Café (com seu Museu do Café), a Cadeia Velha e Monte Serrat. O passeio incluía também um passeio de escuna e uma noturna pela cidade, ambos protelados a um próximo encontro devido ao mau tempo.

Abaixo, uma amostra do que mais gostei da visita. Para ver outras fotos da visita, acesse a galeria completa no Flickr.

Prefeitura e Bolsa do Café

Monte Serrat e Bolsa do Café

Tarifeiro e Noviças

Cadeia velha e Bondinho

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Como prometido, posto algumas fotos que fiz durante as férias. São olhares diversos sobre lugares, natureza, Natal, fé e dogmas, artes… Enfim, um apanhado de cenas do cotidiano que nos passa desapercebido quase sempre. Veja mais fotos na galeria completa no Flickr.

Obviamente, como tudo as férias se acabam. Mas continuo vasculhando, procurando com o olhar ávido pelo próximo momento mágico que meus humanos e pequenos olhos puderem descobrir.





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