Archive for the ‘Poesia’ Category

Esses dias escrevi num post no facebook: “Quando paramos de procurar pela felicidade, a vida se encarrega de nos mostrar onde se esconde a esperança.”

É muito curioso porque só quando começamos a desistir e a pensar que nada mais importa, que a vida vai continuar monótona, sem tempero, sem balanço… o baile recomeça, e parece que ainda não estamos prontos pra dançar novamente.

As luzes cantarolam, o falar ganha cores, o ouvir destila sabores e odores, tudo parece arrepiar, inebriar, sonhar…

É maravilhoso e ao mesmo tempo assustador porque, invariavelmente, lembramos do que não deu certo, do que falhamos. Sim, ‘falhamos’ porque o que não deu certo também é nossa falha.

Mas isso já não importa. O tempo levou para debaixo das pedras do esquecimento todas as mágoas do passado, e com elas todos os meus temores. Sim, já estou pronto. Estou tremendo de medo, mas estou pronto. Preciso estar pronto, porque meu tempo é tão curto e tão precioso, que qualquer chance que eu tenha de ser feliz vale o risco.

A esperança acena com a bandeira da ternura e eu, já entorpecido, aceno de volta com um sonho, um desejo singelo e plácido. Aqui estou felicidade, esperando-te de braços abertos, alma lavada e mente livre. Vem!

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Metade de mim é paixão, a outra metade solidão.
Metade de mim é amanhecer, a outra metade anoitecer.
Metade de mim é quase nada, a outra metade é mais que tudo.
Metade de mim tem sede, a outra metade se farta em lágrimas.
Metade de mim quer viver plenamente, a outra metade se esconder de repente.
Metade de mim é apenas metade, a outra metade o todo inteiro.
E cada metade de mim se completa e se alterna no oposto perfeito de sua complexidade.
Porque metade de mim quer amar sem limites e a outra metade quer ser amado sem pudores.

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PartidaPrenúncioReminiscências
SolidãoMágoaLampejo

Esquecimento, um ensaio no Flickr.

Há momentos que precisamos nos sentir únicos, sozinhos, inteiros… sem que nada nem ninguém nos ofereça abrigo ou perigo, amor ou ingratidão, o riso ou a lágrima…

Há momentos que a alma se cansa, se perde entre luzes e sombras, se reencontra e sucumbe ao cansaço da vida. Uma miséria da alma, consumida pelos anos, esquecida pelas perdas…

Partir… retomar o caminho e seguir até que a última luz seja generosa e inunde com a verdade o vazio que se fez da morte.

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Um pouco de saudade

Hoje, dia do professor, me lembrei das aulas de língua e literatura russa, em particular de um poema de Lermontov que jamais esqueci.

По небу полуночи Ангел летел,
И тихую песню он пел.
И месяц, и звезды, и тучи толпой
Внимали той песне святой.

A tradução seria algo mais ou menos assim:

Pelo céu da meia noite, um anjo voava
e uma suave canção cantava
e a lua em quarto crescente, as estrêlas
e as nuvens em aglomeração,
ouviam atentas àquela bela canção.

Nem parece que faz quase vinte anos que o li pela primeira vez e ainda assim está nítido na memória. Tenho alguma ligação que desconheço com esta língua e seus falantes, pois me soa familiar e suave como se a falasse há anos.

O mesmo me ocorre com as palavras de origem indígena, mas para isso a explicação é facil  em vista de minha descendência.

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Originally uploaded by gandhalfthewhite

EventideThe Carpenters, 1975 (in Horizon album)

Lying under barren skies
The light escaping
From my eyes
Below the moon
Walking down the avenue
I’m followed by
The afterglow
The velvet rose
Of evening grows

Weary to be home again
Among the faces
Of my friends
The day is done
Candles burning by the sea
Are waiting for me
Patiently
I wish the same
For you…

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