Posts Tagged ‘Retrato’

Ontem perdi mais um pedaço do meu coração. Minha princesinha de apenas dois anos e meio perdeu a batalha para uma doença horrível e cruel. A PIF, abreviação de peritonite infecciosa felina, é uma doença causada pela mutação de um coronavirus felino e é fatal. Acomete gatos de 6 meses a 3 anos de idade e pode aparecer também na velhice.

Nunca pensamos que pudessemos passar por isso. É um sofrimento muito grande, psicológico e físico. Preciso colocar minha raiva e inconformismo em palavras porque estou quase explodindo. Não consigo dormir, nem relaxar e não paro de sentir lágrimas brotando a todo minuto. Me pergunto porque? Não encontro resposta nem alento e, de repente, assisto um filme de suspense na TV paga para me distrair e que me passa uma mensagem inesperada e maravilhosa de esperança.

Algumas pessoas diriam que vemos o que queremos. Pode ser, mas havia pedido a Deus para colocar algo no vazio do peito. Algo que acalmasse minha dor e meu desespero. Algo que me fizesse pensar em voltar a viver, voltar a olhar para mundo como se algo inda valesse a pena. Para mim, é uma mensagem Dele, uma resposta, uma esperança. Daí, eu olho pra foto dessa linda menina que Ele me deu pra cuidar e vejo o quanto eu fui feliz de poder agradá-la, cuidá-la e amá-la. Obrigado filhinha. Fica em paz, sem dor, sem doença. Um dia, se Deus quiser, te vejo de novo. Teu papai que muito te ama.

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Saudade

Hoje minha vida completou um mês sem o Félix. A dor inda não passou mas acalmou um pouco. Foi parcialmente aplacada pela doce lembrança dos momentos que vivi com ele e compartilhamos olhares, carinhos, cuidados… Afinal, 17 anos não são 17 meses.

Penso que o pior inda está por vir, pois o Natal era especialmente importante por seu significado intrínseco e também por ser o mês de seu nascimento. Não consigo imaginar como será este ano sem ele. Não vejo porque fazer uma árvore de Natal se era para ele que fazíamos. E aqui vale uma explicação: observá-lo nos primeiros dias após a montagem da árvore era como olhar para uma criança que tem em seu olhar toda a esperança do mundo.

Repentinamente, a agonia e a dor voltam enquanto escrevo estas palavras, mas se não as escrevesse estaria sendo consumido por elas na mente, porque a memória ainda se lembra dos momentos antes do fim. Lembro do Soneto do gato morto de Vinícius de Moraes, cujas palavras marcam cada perda, cada ausência:

“Um gato vivo é qualquer coisa linda
Nada existe com mais serenidade
Mesmo parado ele caminha ainda
as selvas sinuosas da saudade

De ter sido feroz. À sua vinda,
altas correntes de eletricidade
rompem do ar as lâminas em cinza
numa silenciosa tempestade.

Por isso ele está sempre a rir de cada
um de nós, e ao morrer perde o veludo,
fica torpe, ao avesso, opaco, torto…

Acaba, é o antigato; porque nada,
nada parece mais com o fim de tudo
que um gato morto.”

Novamente, só o que resta é a saudade nas lembranças e nos sentimentos. E súbito percebo que estas marcas, de tão profundas, tornam-se o único laço indelével, indissoluto, inestimável e que nada nem ninguém me pode subtrair.

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Entre os dias 05 e 06 de fevereiro participei do Workshop “Como fotografar em estúdio”, concebido e desenvolvido pela iStockPhoto e realizado no Museu da Imagem e do Som, com apoio do governo do Estado de São Paulo.

No primeiro dia a tutoria ficou a cargo do fotógrafo russo Alexey Ivanov com apoio de sua esposa e também fotógrafa Julia Ivanova. Ambos são sócio-fundadores da Studioxil.Photography e são artistas exclusivos da iStockPhoto.

Alexey Ivanov (tutor), Dandara (modelo) e participantes no primeiro dia do iStockalypse SP.

Como o conhecimento sobre iluminação de estúdio dos participantes era muito irregular, Alexey repassou vários conceitos básicos, como a relação entre a distância da fonte de luz do objeto fotografado e o tipo e qualidade de sombra gerado. Também comentou sobre os tipos mais comuns – e básicos – de iluminação, considerando uma luz principal a 45° do objeto fotografado, uma luz de preenchimento com metade da potência da luz principal e uma luz de fundo com foco bem definido e suave para eliminação da sombra remanescente e produção de um efeito ‘vinheta’.

Dandara (modelo) e participantes no primeiro dia do iStockalypse SP.

iStockalypse SP - Modelo: Dandara

iStockalypse SP - Modelo: Dandara

No segundo dia a tutoria foi de Andrew J. Rich e Victoria Alexandrova que abordaram a questão de luz mista (de estúdio e natural) e a montagem de um ambiente temático para compor a cena junto com a modelo, que no caso era uma criança.

iStockalypse SP - Modelo: Maria Luiza

iStockalypse SP - Modelo: Maria Luiza

A modelo mirim Maria Luiza esbanjou muita tranquilidade e simpatia enquanto nos revezávamos com o flash remoto. Andrew, por sua vez, aproveitou para comentar que com crianças é necessário cuidado redobrado para que não se cansem e fiquem aborrecidas. A criança tem uma naturalidade que deve ser explorada, senão fica muito forçado.

Durante o dia, cada participante podia compor uma mesa com a temática festa, estudo, brincadeira ou desenho, utlizando balões, giz e lápis coloridos, além de outros acessórios como cadernos, língua de sogra, flores etc.

Permeando tudo isso, o iStockalypse São Paulo – nome dado pela iStockPhoto a estes workshops internacionais – divulgou o iStockPhoto como um dos veículos mais rentáveis para comercialização de fotos, bastando que o fotógrafo se cadastre no site e submeta 3 (três) fotos suas para avaliação.

Veja mais fotos do evento na galeria iStock/MIS Workshop do Flickr.

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